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Porque proteger os animais?

Esse artigo trata-se da defesa dos animais de forma de apresentar sua ligação com a saúde humana e a perspectiva de uma nova visão, ecocêntrica (o homem atua e se responsabiliza por outros seres vivos não-humanos), para dotar os animais não-humanos de direitos, tornandos-os em sujeitos de direito.

Tratar dos direitos dos animais é mais que uma questão de ética, é também uma atitude de saúde pública, econômica e social.

Considerando o abandono de animais que infelizmente é muito frequente, que resulta em acidentes de transito, disseminação de doenças, gastos com o controle populacional e deseducação das pessoas em relação a vida. A OMS (Organização Mundial de Saúde) aponta que a saúde dos animais está diretamente ligada a saúde dos humanos, criando-se o conceito de saúde única.

O Mais agravante são as pessoas que não encontram relacionamento entre os maus-tratos e a violência social, isto é uma pessoa que maltrata um animal tem todos os indícios para ser uma pessoa que possa futuramente maltratar o ser humano, nos EUA, o FBI tem uma base de dados onde são cadastradas todas pessoas foram indiciadas pelo crime de maus-tratos, os dados mostraram que essas pessoas que já haviam cometido o crime de maus-tratos, posteriormente cometeram crimes contra humanos também. O responsável pela violência está dirigindo sua raiva, sua frustração, para os mais vulneráveis, que inicialmente será uma animal, podendo depois partir para uma criança, mulher ou um idoso. Podemos dizer que quem agride uma animal está a um passo de agredir um ser humano.

Então, como resolver esse tipo de problema ?

Parece utópico, mas não impossível, um grande exemplo foi a Holanda que conseguiu acabar com o abandono de animais e o maus-tratos.

A primeira coisa que tem que se esclarecer é que esse problema foi resolvido sem uso de canis e sem o sacrifício de animais.

Veja quais foram as principais medidas tomadas:

Endureceram as leis: Maltratar uma animal ou abandoná-lo tem uma multa que passa de 16 mil euros e uma condenação de 3 anos de prisão.

Organizaram campanhas educativas e de conscientização destinadas a assinalar o que é o maltrato de animais é tão grave quanto agredir às pessoas.

Impostos altos à compra de animais de raça, para promover a adoção de cães abandonados.

Mas o fato de a Holanda atualmente não ter mais animais nas ruas abandonados, não significa que sua história tenha sido sempre feliz neste aspecto. Uma pesquisa feita pelo Hondenbescherming, a Agência Holandesa de Amparo Canino, junto com outras organizações, revela como foi o caminho até chegar a este presente perfeito para o país.

No início do século 19, estima-se que em quase todos os lares holandeses havia cães. As classes altas, como símbolo de status, possuíam animais de raça como pets ou para praticar esportes. As classes mais baixas, por sua vez, tinham cães mestiços, que usavam como cães de guarda ou de trabalho.

E também, é óbvio, havia muitos cães em situação de rua, abandonados depois de deixarem de ser úteis para os seus donos. À medida em que a população de cães de rua foi aumentando, a raiva começou a ser um problema grave. Isto provocou uma grande onda de sacrifícios dos animais abandonados.

Do inicio das medidas até o resultado esperado, foram longos 20 anos até se tornar um exemplo nessa questão.

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